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Lições que o mal de Alzheimer pode nos ensinar

Incurável e degenerativa, a doença de Alzheimer já atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil. Apenas metade delas se trata, e, a cada ano, surgem 100 mil novos casos. A estimativa é a de que esse número dobre até 2030, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer. A cada duas pessoas com a doença, apenas uma sabe que a tem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2050 o número de casos aumente em até 500% em toda América Latina.

Neste texto, vamos compartilhar com vocês lições que essa doença pode nos ensinar. Ela não determina o fim de uma vida, antes, o contrário: descortina novas possibilidades e nos faz enxergar o valor do amor e do companheirismo.

🤝 O amor importa: se revirarmos todas as culturas e religiões do mundo, veremos que o amor prevalece sobre todas as outras coisas. O amor vale a pena. E, em se tratando de Alzheimer, importa mais que tudo. Como amar alguém que já não reconhece seu rosto nem se recorda de seu nome? Como amar aquele que é, às vezes, bravo e insistente, quando não descontrolado e impulsivo?

🤝 Memórias sobrevivem: pacientes com Alzheimer podem se lembrar de um namoro vivido há décadas, podem se lembrar do cheiro e do gosto do bolo de cenoura que comiam na infância, podem se lembrar de nomes que, mais do que um conjunto de letras, representam sintonia, paixão, vitalidade. Que memórias você oferece aos outros e que são capazes de resistir a degeneração de uma mente?

🤝 Desentendimentos não levam a nada: você já parou para pensar que amanhã, ou em qualquer momento da vida, você pode precisar que algum parente próximo troque suas fraldas e lhe auxilie nas necessidades mais básicas, como comer, andar ou ir ao banheiro? Esses são dias difíceis, nós sabemos, mas não colecione inimigos e nem desentendimentos.

🤝 Um olhar pode significar muito: as capacidades linguísticas e comunicacionais de uma pessoa com Alzheimer vão diminuindo com o passar do tempo. Ela pode ter imensas dificuldades em encontrar a palavra certa, chamar as coisas pelos nomes errados, inventar novas palavras, entre outras situações. Essa condição carece de atenção, pois pode conduzir ao isolamento e à depressão. As palavras podem até fugir, mas o olhar, ah, o olhar!, é capaz de falar, de escrever novos sonhos. Você consegue decifrá-lo?

🤝Não controlamos tudo, embora queiramos: Nós sempre escutamos de netos a seguinte frase: “Vovó não queria ficar daquele jeito. É uma luta dela consigo mesma”. É muito doloroso constatar que estamos num embate com nosso próprio eu. Mas podemos aprender a identificar e separar questões de modo a dizer claramente quais são externas, fora de nosso controle, e quais têm a ver com as escolhas sobre as quais nós, de fato, temos controle.

🤝A morte não é o fim: pode parecer clichê, mas é muito verdadeira essa afirmação. Quem amamos, se vai, às vezes, em menos de um segundo. Mas nós não seremos os mesmos, pois agora somos bem mais fortes, conhecemos de perto o amor sem mistura e a importância de se viver o hoje intensamente e de forma inexplorada. Quem se foi, deixou um legado, algo bonito demais dentro de nós.

Viva como se todos os dias fosse festa.

Faça sua melhor refeição hoje. Use sua melhor roupa hoje.

Ame tanto quanto puder hoje.

Perca tudo. Só não perca tempo.

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